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O Cabeleira



2014-05-09

Franklin Távora romanceia em O cabeleira (1876) a vida de um famoso assassino que, no final do século XVIII, aterrorizou o sertão de Pernambuco. Seu relato é corroborado pela historiografia e por trovas populares. Cabeleira foi uma espécie de avatar de Lampião. O projeto de Távora, formulado em contraposição ao regionalismo por demais fantasioso de seu conterrâneo (cearense) José de Alencar, era fazer uma “literatura setentrional”, quer dizer, baseada no conhecimento factual do que hoje chamamos de regiões Norte e Nordeste do Brasil.

O romance, no entanto, fica muito aquém do projeto. No julgamento correto de Lúcia Miguel-Pereira, ele tem pouco valor como ficção e merece mais crédito como contribuição à “crônica do cangaço”.

De fato, em suas páginas se amalgamam bem toscamente a pesquisa e a imaginação. Na trilha que o leva a qualificar o protagonista como “valoroso malfeitor”, Távora entremeia cenas bem construídas e paisagens fielmente descritas a episódios cuja inverossimilhança beira o ridículo, nada devendo à criticada falta de compromisso de Alencar com a região, alvo das Cartas de Semprônio...
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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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