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O Cabeleira



2014-05-09

Franklin Távora romanceia em O cabeleira (1876) a vida de um famoso assassino que, no final do século XVIII, aterrorizou o sertão de Pernambuco. Seu relato é corroborado pela historiografia e por trovas populares. Cabeleira foi uma espécie de avatar de Lampião. O projeto de Távora, formulado em contraposição ao regionalismo por demais fantasioso de seu conterrâneo (cearense) José de Alencar, era fazer uma “literatura setentrional”, quer dizer, baseada no conhecimento factual do que hoje chamamos de regiões Norte e Nordeste do Brasil.

O romance, no entanto, fica muito aquém do projeto. No julgamento correto de Lúcia Miguel-Pereira, ele tem pouco valor...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Teoria e História Literária pela Unicamp em 2004. Publicou Questões abertas sobre ‘O alienista” (2020), Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1998), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012), Homo hereticus (2013), Deuses em desuso (2016), O teu que é mais azul (2019), O amor é um assunto imbecil (2020) e Por que não vou a Sodoma (2022). Foi resenhista de O Estado de São PauloJornal da Tarde e O Globo. Em literatura infantil, publicou Parque de impressões – Anna sofia e a poesia sem querer (2010), O casamento da bruxa com Papai Noel e Poemas em olhês e orelhês (ambos em 2019). No site da revista Pessoa, escreve resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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