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Crônica da casa assassinada



2014-07-15

Não é acaso que as últimas palavras de Crônica da casa assassinada(1959) sejam de um padre. O principal livro de Lúcio Cardoso tem muito de sermão. Existe nele, sim, uma engenhosa concepção narrativa, mas a capacidade do escritor de realizá-la ficou muito aquém do projeto. A escrita do autor é, paradoxalmente, homogênea em sua impureza, em meio à qual despontam, às vezes,  raras passagens verdadeiramente poéticas.

Do que trata a Crônica? Do assassinato simbólico da família Meneses, cuja última geração vê as glórias passadas esmorecendo em decadência econômica e existencial. A “casa” representa, com tintas um tanto oníricas, a tradicional família...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Teoria e História Literária pela Unicamp em 2004. Publicou Questões abertas sobre ‘O alienista” (2020), Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1998), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012), Homo hereticus (2013), Deuses em desuso (2016), O teu que é mais azul (2019), O amor é um assunto imbecil (2020) e Por que não vou a Sodoma (2022). Foi resenhista de O Estado de São PauloJornal da Tarde e O Globo. Em literatura infantil, publicou Parque de impressões – Anna sofia e a poesia sem querer (2010), O casamento da bruxa com Papai Noel e Poemas em olhês e orelhês (ambos em 2019). No site da revista Pessoa, escreve resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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