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Triste fim de Policarpo Quaresma



2014-09-12

Fosse apenas o penetrante e originalíssimo, para sua época, estudo sobre a química da ideologia, Triste fim de Policarpo Quaresma (1915) já seria uma leitura imprescindível. Mas a principal obra de Lima Barreto é também um ótimo romance e o ponto culminante da  atividade intelectual e estética do escritor. Nela pouco se nota certo inacabamento formal comum no autor e devido principalmente à exaustão de energias que o levou ao vício do álcool. Esse inacabamento é, por sinal, inseparável da lúcida oposição de Lima Barreto ao beletrismo estúpido vigente em sua época; quando caprichou demais na forma, o escritor produziu...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Teoria e História Literária pela Unicamp em 2004. Publicou Questões abertas sobre ‘O alienista” (2020), Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1998), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012), Homo hereticus (2013), Deuses em desuso (2016), O teu que é mais azul (2019), O amor é um assunto imbecil (2020) e Por que não vou a Sodoma (2022). Foi resenhista de O Estado de São PauloJornal da Tarde e O Globo. Em literatura infantil, publicou Parque de impressões – Anna sofia e a poesia sem querer (2010), O casamento da bruxa com Papai Noel e Poemas em olhês e orelhês (ambos em 2019). No site da revista Pessoa, escreve resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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