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Caetés



2015-03-03

Mais ridículo do que um morador do Rio de Janeiro, no início do século XX, despedir-se do outro com uma frase em francês, era o mesmo ocorrer na cidadezinha alagoana de Palmeira dos Índios, onde Graciliano Ramos, antes de se tornar conhecido como ficcionista, foi comerciante e chegou a prefeito. Cenas desse tipo ajudam a compor uma sátira da pequenez mental interiorana, com sua carolice e suas pretensões intelectuais sem nenhum lastro, que é o elemento mais bem desenvolvido de Caetés (1933), o primeiro romance do escritor.

Já seria bom motivo para ler o livro, situado a léguas do melhor Graciliano. É verdade que São Bernardo, publicado apenas dois anos depois, já está em um patamar de qualidade muito superior; mas o Graciliano de Caetés, além de mais competente que muito ficcionista maduro de ontem e de hoje, apresenta-nos, de maneira parecida à de Eça de Queirós em O crime do padre Amaro – sua influência evidente, mas não chegando a...

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