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As mulheres de Tijucopapo



2015-03-17

“Cada pessoa é uma história perdida”, diz a narradora a certa altura de As mulheres de Tijucopapo (1982). Marilene Felinto tinha 23anos ao escrever essa obra de estreia, muito bem acolhida sobretudo pela crítica de viés feminista. Histórias perdidas não faltam no livro, cujo enredo consiste basicamente num discurso paranarrativo: a meta de Rísia, pernambucana de origem pobre como a autora, é antes o despejo de suas memórias;  apenas muito secundariamente, a construção de um romance.

Claro que o gênero estava em questão havia décadas. De Joyce ao nouveau roman, há toda uma linhagem de ficcionistas empenhados em questionar suas bases. Seria, portanto, uma opção válida esquecer o problema num livro apresentado ao leitor como romance, ganhador mesmo de um prêmio da União Brasileira dos Escritores e de um Jabuti?

A fala da “menina que existe dentro de mim” e que “está sentada em um trono” permite vislumbrar um enredo. Há figuras e episódios cuja reiteração obsessiva faz suspeitar que a dispersão do relato será, afinal, condensada de modo mais coerente. Mas...
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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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