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Eu e o governador



2015-05-29

Jânio Quadros, governador de São Paulo aos 42 anos, rolando na areia de Ilhabela com uma mocinha desfrutável. Horas depois, fazendo à mesma mocinha, que seria a narradora do livro, a solene promessa de criar a “Casa do Ex-Tuberculoso Pobre”. As duas cenas estão no clímax narrativo de Eu e o governador (1967), best seller do mercado editorial brasileiro no auge da ditadura militar. Em seguida a elas, narra-se um episódio – ótimo para letra de música sertaneja – que “explica” a razão de Jânio, quando presidente da República, ter encafifado de proibir as brigas de galo.

O que teria levado...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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