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Amar o amor adulto

Foto: Amantes na Neve sob um Guarda-Chuva. Por Suzuki Harunobu.



2021-09-16

Para ser adulto é preciso, antes, ser jovem — e amá-lo, segui-lo amando, amá-lo para sempre. Tudo para, quando do tempo, deixá-lo morrer, assim como se deve fazer com tudo o que se ama verdadeiramente.

 

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.

 

  Carlos Drummond de Andrade

 

Claro: se jovem, amar o amor jovem. Mas amar o amor adulto, quando adulto. O que não calha é, adulto, seguir amando o amor jovem. Ou, ainda jovem, antecipar o amor adulto. Certeza de problema.

No segundo caso, adianta-se a resposta para uma pergunta ainda não elaborada, a estupidez do prepotente. No primeiro, ignora-se o truísmo que...

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Ewerton Martins Ribeiro

Nasceu em 1981 em Belo Horizonte, Minas Gerais, no Brasil, onde vive. Além de escritor de ficção, é jornalista e servidor da Universidade Federal de Minas Gerais, onde também atua como pesquisador. É mestre (2015) e doutor (2021) em literatura pela Faculdade de Letras da UFMG. Parte da pesquisa de seu doutorado, que resultou em uma tese sobre autoficção que é simultaneamente uma obra de autoficção, foi realizada na Universidade de Coimbra, em Portugal, entre 2018 e 2019, subsidiada por bolsa oferecida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Publicou A Grande Marcha (editoras Circuito e e-galáxia, 2014), novela que tem como pano de fundo os protestos políticos brasileiros de junho de 2013, além de contos em revistas e suplementos literários. Venceu a edição de 2018 do Prêmio Literário Cidade de Manaus na categoria Ensaio sobre literatura.




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