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Norturno

Foto: do acervo do autor



2019-04-22

Em algum momento que não precisar agora, nessa janela, perdemos a noite. Em algum salto civilizatório ela se desmanchou e o que temos hoje é esse longo dia em que, por acaso, o céu fica escuro.

Debruçado na janela, olho o resto de cidade que me resta e seu céu recortado, delineado pelos prédios ao redor, maiores que o prédio onde vivo. O céu é uma tela escura, negra, sem profundidade. Não há estrelas visíveis. Só a escuridão, margeada pelas luzes acesas em pequenas varandas e janelas. Luzes amarelas, brancos halos fluorescentes alumiando a vida interior dos apartamentos, as pessoas perdidas no seus próprios halo e toda essa luz sendo sugada para o céu escuro que paira plano sobre nós. Ou o não-céu, o tecido desestrelado. Li em algum lugar, alguma revista científica, que...

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Toinho Castro

Potiguar de Pernambuco e radicado Carioca! Assim define-se Toinho Castro, que nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte, cresceu no Recife e migrou para o Rio de Janeiro aos 30 anos. Tudo em meio à uma família de poetas, músicos artistas. Além da poesia, trabalha com design gráfico, fotografia, vídeo e outras mídias; faz filmes (Viagem a Marte, Avenida um, Vai, foguete, entre outros) e publica versos por aí. Organizou e participou da coletânea de poemas Lendário Livro, com Aderaldo Luciano, Braulio Tavares, Nonato Gurgel, Numa Ciro e Otto. Seu trabalho enquanto poeta está ligado à construção da memória como espaço de compartilhamento, em que a poesia media uma troca vivências, percepções e expectativas. 




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