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Erros monumentais

Imagem do vídeo do jornal Washington Post



2017-09-04

A pergunta passa a ser quais fatos históricos se escolhe representar por meio de monumentos. Quem quer lembrar o quê e por quê? 

 

Monumentos que caem

Para quem conhece bem o sul dos Estados Unidos, as cenas recentes de iconoclasmo ocorridas na cidade de Durham, Carolina do Norte, são nada menos do que históricas. No dia 14 de agosto, um grupo de manifestantes, jovens em sua maioria, se reuniu em frente a um prédio público municipal, situado em Main Street – nome de rua que evoca, no imaginário americano, a vida pacata das pequenas cidades – amarraram uma corda ao pescoço da estátua de um soldado, simbolizando os Confederados, que lutaram a favor da secessão na Guerra Civil americana (1861-1865), e a derrubaram em meio a gritos de júbilo e palavras de ordem. O vídeo da destruição do Monumento ao Soldado Confederado, como era chamado, correu mundo e suscitou comparações com a derrubada de estátuas de Lênin na ex-União Soviética.

 

 

O mais impressionante, ao assistir ao registro, é perceber que o ato aconteceu à luz do dia e que a rua estava...

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Rafael Cardoso

É escritor e historiador da arte, PhD pelo Courtauld Institute of Art (Londres). Seu livro mais recente é O Remanescente, publicado em 2016 pela Companhia das Letras e traduzido para alemão (S. Fischer) e holandês (Nieuw Amsterdam). É autor de mais três livros de ficção e co-roteirista do longa-metragem Maresia (dir. Marcos Guttmann, 2016). É também autor de diversos livros sobre história da arte e do design no Brasil, incluindo Design para um mundo complexo (Cosac Naify, 2012). Atua ainda como curador independente, responsável, entre outras, pelas exposições Do Valongo à Favela: Imaginário e periferia (Museu de Arte do Rio, 2014). E colaborador do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mora atualmente em Berlim. Fotografado por Patricia Breves.




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