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A força entre o choque e a delicadeza

Capa do livro. Divulgação



2017-08-24

 

O ritmo intermitente da série de poemas que abre Ano Novo, segundo livro de poesia de Leila Danziger, reconhecida artista plástica, corresponde a um gesto repetido, o de desfazer. “Desfaço o apartamento -/ o quarto dos fundos/ ainda é a pátria (...)//ali fincaram-se mastros,/bandeiras incertas, trapos/da Europa.” A narrativa poética, que dialoga com um processo de criação também em artes plásticas, vai pouco a pouco liberando de seu limbo os objetos guardados no apartamento do pai recém falecido. Desfazendo, ela refaz lugares, espaços que são também linguísticos: “Recolho promessas de sua língua/da infância -/calcinações do solo perdido//e prospectos intactos...

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Patrícia Lavelle

Estreou em poesia com Bye bye Babel (7Letras, 2018, menção honrosa no Prêmio Cidade de Belo Horizonte de 2016, reedição prevista em 2022). Publicou também a plaquete Migalhas metacríticas (7Letras, Megamíni, 2017). Em colaboração com Paulo Henriques Britto, organizou O Nervo do poema. Antologia para Orides Fontela (Relicário, 2018), da qual também participou com poemas inéditos. Publicou inéditos e traduções de poesia em veículos literários como a revista Cult e o jornal Rascunho, entre outros, e tem contribuído com poemas, autotraduções e traduções de poesia brasileira contemporânea para as revistas francesas Po&sie e Place de La Sorbonne. Professora do Departamento de Letras da PUC-Rio, tem livros de ensaios publicados no Brasil e na França, entre os quais sua tese de doutorado em Filosofia, Religion et histoire: sur le concept d’experience chez Walter Benjamin (Cerf, 2008), e recentemente, Walter Benjamin metacrítico: uma poética do pensamento (Relicário/Editora PUC-Rio, 2022). Os três poemas aqui publicados integram o livro de poesia inédito intitulado Sombras longas, ainda sem editora.    




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