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O Homem



2017-05-31

Em diálogo com o que seria a Psicanálise, autor analisa caso de histeria

 

Poderão os psiquiatras, e talvez ainda mais os psicanalistas, torcer o nariz para o grau de proficiência clínica do narrador de O homem (1887). Com mais certeza, leitores exigentes acharão de mau gosto imagens como “pérolas da boca” e “deliciosa prostração do coma venéreo”. Mesmo assim, o romance de Aluísio Azevedo tem qualidades que faltam à maioria das obras representativas do que no Brasil passou por ficção naturalista.

Os três primeiros capítulos desanimam. A julgar por eles, espera-se mais um dramalhão romântico de amor proibido entre irmãos. O estilo, arrastado e prolixo, acompanha esse surrado enredo. Felizmente o grande estorvo se...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Teoria e História Literária pela Unicamp em 2004. Publicou Questões abertas sobre ‘O alienista” (2020), Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1998), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012), Homo hereticus (2013), Deuses em desuso (2016), O teu que é mais azul (2019), O amor é um assunto imbecil (2020) e Por que não vou a Sodoma (2022). Foi resenhista de O Estado de São PauloJornal da Tarde e O Globo. Em literatura infantil, publicou Parque de impressões – Anna sofia e a poesia sem querer (2010), O casamento da bruxa com Papai Noel e Poemas em olhês e orelhês (ambos em 2019). No site da revista Pessoa, escreve resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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