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Devaneio ou desejo possível? As grandes questões em torno do conceito de utopia



2016-12-06

Meio milênio após a primeira publicação da emblemática obra de Thomas More (1478-1535), a utopia continua a ser evocada por diversas gerações. Muito do que já se construiu em termos literários e filosóficos, a partir de sua análise e discussão, permanece como contribuição para novas reflexões. A celebração dos quinhentos anos desse livro fundamental não poderia deixar de lado a provocação do pensamento, tão cara a More. Tendo essa ideia como inspiração e aspiração, a Revista Pessoa provocou alguns nomes da literatura brasileira para problematizar o “lugar” da utopia no mundo contemporâneo. Eles aceitaram o desafio. Acompanharemos neste ano as discussões de escritores de norte a sul do País sobre essa questão. Com a palavra a tradutora Denise Bottmann.

Denise Bottman é tradutora de inglês, francês e italiano. Premiada, já verteu para o português obras de Virginia Woolf, Benedict Andersen, Hannah Arendt, Marguerite Duras, entre outros. Possui formação em História e mestrado em Teoria da História. É autora do blog Não Gosto de Plágio.


Revista Pessoa - Você acredita na utopia (de um modo geral) como possibilidade de melhora da sociedade, como alternativa ao instituído?

Denise Bottmann: A meu ver, “utopia”, em sua acepção corrente, traz uma carga positiva não muito clara. Sabemos que todos os projetos utópicos presentes na história do pensamento, desde a República de Platão até a Utopia de More aqui celebrada, trazem embutido, como a própria chave de sua hipotética operacionalidade, um alto grau de repressão social que alguns poderiam qualificar até de totalitária. Como o termo “utopia” veio a adquirir no discurso corrente uma conotação tão positiva, como um desiderato que chegaria inclusive a ser característica distintiva dos “bons combates”, é um daqueles mistérios que podemos tributar apenas ao eterno singelo anseio messiânico da espécie...

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Paula Fábrio

Mestre e doutoranda em literatura pela USP, colabora em diversos veículos. Publicou Desnorteio (Patuá, 2012), romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria melhor livro autor estreante + 40 anos, e Um dia toparei comigo (Foz, 2015). Além de ministrar oficinas de escrita criativa, a autora trabalha no roteiro de seu primeiro longa-metragem. Na revista Pessoa, ela vai coordenar a seção Boca do Inferno, que pretende refletir, no aniversário de 500 do movimento, qual o seu lugar hoje.

 

 




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