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A repetição como estilo



2016-11-13

No apagar do século, uma exposição da miséria cultural contemporânea

Podem-se fazer muitas críticas ao romance Sexo (1999), de André Sant’Anna, mas ninguém negará que o escritor foi ousado na concepção e execução da obra, cujas personagens se resumem a surrados estereótipos da classe média e dos miseráveis. Para começar, elas se dividem entre as que fedem e as que não fedem.

A maioria dessas personagens não tem nome, sendo designada por qualificativos repetidos à exaustão, como “Negro, que fedia”, “Secretária Loura, Bronzeada pelo Sol” e “Adolescente meio Hippie”. A reiteração exasperante é o principal traço estilístico do livro e não deixa de ser um achado: evidencia quanto o estofo simbólico da sociedade brasileira contemporânea...

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