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Dar voz ao silêncio



2016-11-07

Anotações sobre Desesterro, de Sheyla Smanioto

Desesterro

Um neologismo dá título ao livro, e, com ele, as primeiras pistas. Procuro o conforto do Houaiss: Esterroar ou desestorrar (desmanchar os torrões de terra); desterroar (retirar a terra); desterro (condição de pessoa que vive isolada da sociedade, longe de sua terra natal). Começamos assim então: é uma história feita de terra. E há também, ao longe, o desespero, esse som insistente.

Mas Desesterro é sobre o quê? Eu diria que é sobre dar voz ao silêncio. Voz aos que não tem voz, nome aos que passam em branco. Porque Desesterro é sobre desenterrar o que jazia mudo, adormecido sob a...

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Carola Saavedra

É autora dos romances Toda terça (2007), Flores azuis (2008), Paisagem com dromedário (2010), O inventário das coisas ausentes (2014) e Com armas sonolentas (2018), todos pela Companhia das Letras. Seus livros foram traduzidos para o inglês, francês, espanhol e alemão. Está entre os vinte melhores jovens escritores brasileiros escolhidos pela revista Granta. É doutora em Literatura Comparada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, professora e pesquisadora de Literatura e Estudos Culturais no Instituto Luso-Brasileiro na Universidade de Colônia. Sua pesquisa atual, sobre arte e literatura indígena no Brasil, é parte do projeto “O pensamento das margens: arte e literatura indígena e afro-brasileira”, financiado pela Fundação Thyssen. Acaba de lançar o livro de ensaios O mundo desdobrável: ensaios para depois do fim (Relicário 2021).




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