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Areia, areia. Estava vivo, não se afogara. Liberdade e vida, a mão da mulher palpitava agora dentro da mão dele. E a mãe que o arrancava pela segunda vez à morte ficaria feliz. Qualquer destino seria bom, Paris era uma hipótese. Depois, uma ânsia de atravessar oceano, fugir dos punhais ainda próximos.

Embarcou para o Brasil, retomou terra da mãe, de ancestrais que não conheceu. A bagagem vinha maior do que desejara. Tapetes, caixas, livros, retratos. Por vontade própria, deixaria tudo para trás, mas quem tem mãe e mulher não se livra do passado com razoabilidade. O argumento de fazer dinheiro...

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Nilma Lacerda

Nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, Estrela de rabo e mais histórias, Iberê Camargo: um homem valente, é também tradutora e escreve ensaios e artigos científicos. Recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio, o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil, além das distinções White Ravens, da Biblioteca Internacional de Munich para a Juventude  e Lista de Honra do International Books for Young People. Professora aposentada da Universidade Federal Fluminense, mantém na Revista Pessoa a Coluna Ladrilhos, com crônicas de talhe variado, em perspectiva lusófona.




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