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Mulher bicho



2016-08-20

Primo Tonício tinha tanto gosto por Maria Ana que fazia de um tudo pra botar dentro das paredes dela um filho, ele botava com jeito de pirraça e ela tirava, um a um feito gomos de jaca, tirava e comia

Maria Ana desapareceu coisa nenhuma, se a gente fala ninguém acredita. Ela foi é morar nos sonhos da Cida.

Fazia tempo ninguém via Maria Ana em Vilaboinha abrir as janelas, bater pano levantar terra, estender nos ombros. Fazia tempo ninguém via panos nos ombros das janelas dela. Primo Tonício veio com essa história pra gente tudo, veio bêbado meio louco jurando que Maria Ana foi comida inteira uma só mordida, chorou de pé junto que um bicho mulher abocanhou de uma só vez a menina. Ele não falava, o bicho mulher não olhava a gente na cara, só um resmungo feito...

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Sheyla Smanioto

Escritora, etc. Nasceu em 1990 em Diadema-SP, na época a cidade mais violenta do país, em uma família de classe baixa. Em 2017, foi apontada pela revista Forbes como um dos jovens com menos de 30 anos que fazem a diferença no Brasil. Autora de Desesterro (2015), a saga de mulheres sem corpo contada em um romance mítico sobre ser mulher no Brasil, ganhou o Prêmio Sesc de Literatura, o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, além de ter sido premiada com o Jabuti. Com seus textos e também com sua performance, participou de eventos dentro e fora do Brasil, como o Printemps Littéraire Brésilien e o Salão do Livro de Paris. Teve apoio do Rumos Itaú Cultural 2016 para escrever seu segundo romance, Meu corpo ainda quente (a ser publicado). Seu terceiro romance, em processo, foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2018. 




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