Imagem 402O914420161112569W176.jpg

Uma lágrima de mulher



2016-04-15

Imbróglio folhetinesco, verdadeira enciclopédia de clichês sentimentais, com linguagem, especialmente nas digressões do narrador, marcada por um moralismo tacanho até para o século XIX.

O Aluísio aprendiz pode ser útil aos iniciantes, mas só isso

Poucas razões justificam a leitura atual de Uma lágrima de mulher (1879), o primeiro romance de Aluísio Azevedo. Para um ficcionista iniciante, por exemplo, pode significar um anti-manual: ali está quase tudo que um escritor precisa evitar hoje em dia, incluindo ondas do mar dotadas de ouvido e almas capazes de se ajoelhar. Se o mesmo leitor, em seguida, percorrer as páginas de O mulato, que o escritor maranhense publicou dois anos depois, poderá constatar a imensa, quase inimaginável evolução daquele que viria a produzir um dos livros mais importantes da literatura brasileira, O cortiço (1890).

Aluísio tinha 22 anos quando publicou Uma lágrima de mulher. Era desenhista e aspirante a pintor, e voltara a São Luís depois de passar dois anos e meio na Corte. Esse trânsito das artes plásticas para a ficção, além da juventude, explica o estado tosco de sua escrita. A obra de estreia se reduz a marco histórico de certo Romantismo tardio que ainda é o ponto de partida de muitos escritores,...

Continuar lendo

AINDA NÃO TEM PLANO? SELECIONE:

MICROPAGAMENTO

R$0,99

APENAS ESTE ARTIGO

  1. Você pode acessar apenas o artigo que pretender ler. Faça um micropagamento para baixa-lo. É facil.

  2. A compra avulsa de um artigo não dá acesso ao conteúdo integral da revista.

ASSINATURA

DESDE R$12,90

PARA TODO O CONTEÚDO DA REVISTA



  1. - Prioridade na participação de eventos organizados
  2. - Descontos em títulos lançados pela Pessoa
  3. - Envio de newsletter com os destaques da edição

MICROPAGAMENTO

R$0,99

APENAS ESTE ARTIGO

  1. Você pode acessar apenas o artigo que pretender ler. Faça um micropagamento para baixa-lo. É facil.

  2. A compra avulsa de um artigo não dá acesso ao conteúdo integral da revista.

ASSINATURA

DESDE R$12,90

PARA TODO O CONTEÚDO DA REVISTA





  1. - Prioridade na participação de eventos organizados
  2. - Descontos em títulos lançados pela Pessoa
  3. - Envio de newsletter com os destaques da edição
  1. As assinaturas e os micropagamentos são necessários para manter a Revista Pessoa

  2. Precisa de ajuda ou mais informação?
  3. Entre em contato:
  4. revistapessoa@revistapessoa.com


Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




Sugestão de Leitura


Mad Maria

  Ressalvado o desnível abissal dos estilos – pois Márcio Souza escrevia num tempo em que se tornava permissív ...

O sertanejo

  Há quem veja o regionalismo de José de Alencar como um progresso rumo ao romance realista. A tese é um pouco duvid ...

Caminhos cruzados

  Terceiro romance de Erico Verissimo, Caminhos cruzados (1935) já contém todos os ingredientes da técnica narrativa ...
Desenvolvido por:
© Copyright 2018 REVISTAPESSOA.COM