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Serafim Ponte Grande



2012-11-16

A obra de Oswald de Andrade (ele odiava ser chamado de “Ôsvald”) é o que de mais porralouca se escreveu na ficção brasileira. O escritor produziu em Serafim Ponte Grande uma súmula de todas as transgressões modernistas. O livro, publicado em 1933, é pura anarquia linguística e formal.

Haroldo de Campos deu-lhe a perfeita definição: “um grande não-livro”. Realmente, a “anarco-forma” do Serafim é uma sequência de fragmentos de livros possíveis, unificados pela trajetória do protagonista, a todos os títulos mais um alter ego do escritor, como o de Memórias sentimentais de João Miramar (1922). Cada um dos 11 episódios dá...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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