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Diva



2013-02-06

Segundo entre os romances que Alencar chamou “perfis de mulher”, Diva (1864) segue-se nessa linhagem a Lucíola e antecede Senhora. Esses três livros, juntamente com os três romances indianistas, são o cerne da contribuição do autor à ficção romântica. Alencar tinha a cultura e o talento necessários à tarefa de tornar o romance brasileiro comparável ao de outras literaturas. Não tinha, é claro, o gênio de Machado de Assis ou a ousadia de Manuel Antônio de Almeida.

Diva consegue ser interessante mesmo atendo-se ao clichê dos clichês: um namoro em que tanto o rapaz quanto a moça representam o comportamento conveniente na época. Isso envolve, naturalmente, a castidade. Em Lucíola, o fato de a protagonista ser uma prostituta é compensado por seu martírio, o que estraga uma narrativa cujas grandes qualidades estavam justamente em apontar, no retrato social e psicológico, para o Realismo.

Neste Diva, excetuando a tese de que mulher é um bicho esquisito, temos o romantismo galopante. A nobreza de...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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