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Em bom comércio de sua dor, sem se valer de bandeja, e requisitando arte e técnica para o café posto na mesa, Graciliano Ramos trocou pela palavra escrita as humilhações, vácuos de afeto, injustiças. Lavrou terreno árido, levantou pedras e areia seca, lidou com caracteres árduos, tipografia malsã. Achou por bem deixar, além de ficções, memórias, não fossem elas esquecer-se pelo caminho. Assim, pela terra de seus lavores vêm Infância, Memórias do Cárcere, Viagem. Se o propósito de mostrar ao mundo o processo da bárbara educação nordestina, anunciado em Memórias do Cárcere e efetivado em Infância, acalenta um projeto de...

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Nilma Lacerda

Nilma Lacerda nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. Autora de Manual de Tapeçaria, Sortes de Villamor, Pena de Ganso, Cartas do São Francisco: Conversas com Rilke à Beira do Rio, tem publicados ensaios e artigos científicos. Professora da Universidade Federal Fluminense e também tradutora, recebeu vários prêmios por sua obra, dentre os quais o Jabuti, o Prêmio Rio e o Prêmio Brasília de Literatura Infantojuvenil. No site da revista Pessoa, na Coluna Ladrinhos, Nilma publica quinzenalmente trechos das páginas lusófonas do Diário de navegação da palavra escrita na América Latina. O texto  ganhou talhe ficcional para publicação em Mapas de viagem, volume de contos que é fruto  de um projeto de formação de leitores. Ela também contribui com crônicas sobre o universo literário.




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