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Memórias de um sargento de milícias



2013-03-20

A pergunta sobre a “utilidade” da literatura, que as mentes pragmáticas não se cansam de repetir, recebe boa resposta numa leitura atenta das Memórias de um sargento de milícias (1854/5), romance de Manuel Antônio de Almeida inicialmente publicado na forma de folhetim. O caráter dialético da moralidade com o interesse, a relatividade do mérito para a ascensão social, os institutos do pistolão e do jeitinho brasileiro: esses temas com que certos sociólogos se comprazem em longas arengas científicas são apresentados pelo romancista, no seu único livro, com a saborosa despretensão característica do saber verdadeiramente lastreado.

Assim, seguir as venturas...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Teoria e História Literária pela Unicamp em 2004. Publicou Questões abertas sobre ‘O alienista” (2020), Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1998), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012), Homo hereticus (2013), Deuses em desuso (2016), O teu que é mais azul (2019), O amor é um assunto imbecil (2020) e Por que não vou a Sodoma (2022). Foi resenhista de O Estado de São PauloJornal da Tarde e O Globo. Em literatura infantil, publicou Parque de impressões – Anna sofia e a poesia sem querer (2010), O casamento da bruxa com Papai Noel e Poemas em olhês e orelhês (ambos em 2019). No site da revista Pessoa, escreve resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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