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Hóspede



2013-07-12

Hóspede (1887), de Pardal Mallet, é daquelas muitas obras que acabam esquecidas pela historiografia da literatura. Não é um romance ruim, apenas foi escrito em pinceladas rápidas, como se seu autor tivesse pouca paciência para a “pintura” das cenas, uma tendência à abstração que o impediu de concretizar as personagens de maneira mais efetiva à imaginação do leitor.

Mallet era figura de proa da intelectualidade brasileira no final do século XIX. Sua obra foi curta como a vida, encerrada pela tuberculose antes dos 30 anos. Escreveu também um livro de contos e outro romance, O lar.

O enredo de Hóspede, dividido em...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Teoria e História Literária pela Unicamp em 2004. Publicou Questões abertas sobre ‘O alienista” (2020), Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1998), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012), Homo hereticus (2013), Deuses em desuso (2016), O teu que é mais azul (2019), O amor é um assunto imbecil (2020) e Por que não vou a Sodoma (2022). Foi resenhista de O Estado de São PauloJornal da Tarde e O Globo. Em literatura infantil, publicou Parque de impressões – Anna sofia e a poesia sem querer (2010), O casamento da bruxa com Papai Noel e Poemas em olhês e orelhês (ambos em 2019). No site da revista Pessoa, escreve resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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