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Iracema



2013-09-06

Fincando as estacas míticas que assinalam a paisagem do Ceará – Maranguape, Quixeramobim, Baturité e muitas outras –, José de Alencar escreveu um dos mais bonitos livros da nossa literatura. Tudo o que em outras obras suas é, amiúde, afetação e artifício, em Iracema (1865) compõe a medida justa de uma linguagem adequada à estética muito pessoal desenvolvida pelo o autor com um olho na mitopoesia de Homero (não falta, no caso, uma guerra provocada pelo rapto consentido da mais bela das mulheres).

Os que chamam Iracema de “poema em prosa” não mentem quanto a sua origem poética, esclarecida pelo próprio autor. Mas ao resultado final é melhor chamar romance, e perfeitamente adequado ao enquadramento no Romantismo. Inadequado mesmo é o crime de lesa-literatura cometido por professores pretendentes a que jovens de 12 e 13 anos consigam ler Iracema, um enredo nuclearmente sentimental envolvido por poderoso arsenal erudito no qual se destaca a pesquisa da língua indígena e da história cearense.

A cena inicial, guardando quase intacto o andamento lírico da primeira...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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