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Amar, verbo intransitivo



2013-11-11

Um livro “gordo de freudismo”, na definição do autor, que meses depois de publicá-lo acusava a crítica de reducionismo psicologista, Amar, verbo intransitivo (1927) participa do esforço experimental iniciado por Mário de Andrade nos Contos de Belazarte (1923-1926) e que culminaria em Macunaíma (1928). Mas o romance gira em torno de um psicodrama sexual, isso nem o próprio Mário poderia negar.

Os protagonistas são um adolescente “machucador” de suas irmãs menores, rapaz cuja masculinidade a despontar preocupa o pai, Sousa Costa, típico pater famílias paulistano endinheirado. Para impedir que Carlos se exponha aos perigos da iniciação sexual, o pai contrata uma “professora de amor” alemã, que passa a figurar perante a família burguesa como professora de piano e línguas. Com uma habilidade ganha na experiência, Fräulein Elza seduz o garoto, no entanto já iniciado na prostituição de rua tão temida por seu pai.

Mas Carlos, ao confessar-lhe a aventura, esclarece que “estar não é gostar”, e os dois se tornam amantes até...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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