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A carne



2014-02-26

Polemista feroz, Júlio Ribeiro foi difamado pelos pseudo-republicanos de São Paulo, ocasionalmente com a ajuda de intelectuais provincianos travestidos de crítica literária, como um certo padre Sena Freitas que pensava ser o soneto composto por 15 versos. A principal obra do ficcionista, o romance A carne (1888), sofre até hoje efeitos remotos daquela difamação. Longe de ser o “parto monstruoso de um cérebro doentio”, como escreveu o referido padre, o livro é bem melhor do que boa parte do que entre nós passou por Naturalismo. Há muito ele está a merecer leituras mais apuradas do que aquelas, cujo reflexo predomina ainda na historiografia literária, para as quais não passa de uma caricatura do romance experimental.

Naturalista quis ser também Júlio Ribeiro, pondo até uma dedicatória a Émile Zola, em francês, na abertura de A carne. Mas disso o romance ficou aquém, e não necessariamente para seu desdouro: para começar, foi escrito em estilo primoroso e já despido da insuportável prolixidade romântica....

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