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O Dragão



2014-03-25

José Alcides Pinto, morto em 2008, recebeu elogios de nomes importantes da crítica literária. Suas obras têm sido reeditadas ultimamente em seu Estado natal, mas aquela que talvez seja a principal, O dragão (1964), há muito se restringe ao conhecimento de uns poucos leitores com vocação arqueológica. Esquecimento imerecido, pois o romance, como escreveu Fausto Cunha no prefácio à segunda edição, oferece algo aos que “num livro sabem procurar coisas boas”. Sábia reticência a do crítico, pois lá também acharão importantes insuficiências os leitores mais exigentes.

O dragão tem qualidades notáveis de linguagem e recriação do ambiente regional. Pelas primeiras é responsável o subsolo poético da obra anterior de José Alcides Pinto; pelas outras, a vinculação resoluta do autor à região em que nasceu, vizinhanças da serra do Mucuripe e do rio Acaraú. A paisagem humana criada no livro, porém, tem toques de expressionismo e até se avizinha de certas fantasmagorias surrealistas, sem esquecer algum vestígio do Naturalismo.

Quanto ao enredo, é...

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Eloésio Paulo

Nasceu em Areado, Minas Gerais. Doutorou-se em Letras pela Unicamp em 2004. Publicou Literatura e ideologia em dois romances dos anos 1970 (2014), Os 10 pecados de Paulo Coelho (2007) e Teatro às escuras (1997), além dos livros de poemas Primeiras palavras do mamute degelado (1990), Cogumelos do mais ou menos (2005), Inferno de bolso etc. (2007), Jornal para eremitas (2012) e Homo hereticus (2013). Foi resenhista de O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde e O Globo. Pela editora Dubolsinho, publicou em 2010 Parque de impressões, poemas para crianças. No site da revista Pessoa, Eloésio publica resenhas de romances dos séculos XIX e XX, que integrarão seu próximo livro, o Pequeno guia do romance brasileiro.




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