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Propósitos de despropósitos

Derdub



2017-03-31

Gosto tanto de certas palavras que gosto mais de certas palavras do que de certas pessoas, que gosto mais de certas palavras do que de certas paisagens. Fiacre, por exemplo. Mero exemplo. Gostaria de viver no tempo em que se dizia “fiacre” a torto e a direito. 

Mais sincero ponderar um pouco e corrigir. Não gostaria de viver nesse tempo, do que eu gostava era de poder dizer “fiacre” quando me apetecesse, em vez de dizer táxi ou uber, e ser imediatamente entendida. Do que eu gostava era que palavras de magnífica sonoridade – e não é menos que magnífica a sonoridade da palavra “fiacre” - me fossem naturais, me fossem: possíveis. 

Talvez até um dia ouse confessar que me são naturais - no dia em que tiver ultrapassado o medo da ridicularia.  Não o creio longe.

Era bastante nova e comprei uma boquilha. No restaurante da Baixa lisboeta em que almocei, fumei de boquilha e ficou o salão a olhar para mim, como se eu tivesse produzido ali, exatamente ali, a invenção daquele objeto antigo....

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Fernanda Mira Barros

Fernanda Mira Barros (Lisboa,1967) cursou língua e literatura inglesa e alemã na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É editora dos Livros Cotovia, pequena editora lisboeta de catálogo quase imaculado. É amante de livros, animais e outros seres belos. Ex-tímida, seu lema é: Nunca se sabe.




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